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27.4.09

Barco Sem Vela - O Amor perdido no Mar.



Era um jogo no Mar, onde a solidão e as ondas brigavam para ver quem era maior.
Esperava até a hora de voltar,
como quem quisesse aprender que tudo tem sua hora, não só na teoria.
Ele tinha que praticar a paciência, tinha que fugir daquilo.
A maior dificuldade nisso tudo era que sabia de sua fraqueza,
de seu minúsculo tamanho comparado a suas vontades,
ao de sua vontade naquela hora.
Ou de sua fragilidade em relação a qualquer evento que ocorresse ali no Mar,
que - Meu Deus do Céu! - era imenso.
Pensou que gostaria de estar ao lado dela agora,
ela que, para ele, era uma sereia.

- ENTÃO DEVE TER SIDO POR ISSO QUEU VIM PRO MAR,
PRA MIM SENTÍ UM BUCADINHO MAIS PERTO DELA MEU DEUS.
PRA NUM SOFRÊ TANTO DESSA DÔ,
QUE AQUELA MULHÉ PLANTÔ NO MEU CORAÇÃO.
FICANO LONGE E PERTO AO MERMO TEMPO,
SEM TÊ NINGUEIM PRA CENSURÁ NOIS DOIS,
EU E A SEREIA.
PRO MAR LEVÁ IMBORA ESSA MINHA DÔ
PRO MAR TIRÁ ELA DE MIM E FICÁ COM ELA SÓ PRA ELE.

Um pescador perdido por falta de rumo e por uma mulher também.
Ele se achava assim toda vez que a via. Sentia mal por isso.

- PORQUE O AMOR TIRA AGENTE DO RUMO,
DO PRUMO E LEVA AGENTE PRO PARAÍSO.
ESSE AMOR QUE EU SINTO, NÃO.
ELE ME TIRA DE QUALQUER CAMINHO E EU FICO SEM SABÊ VOLTÁ.

Não aguentava mais a solidão que crescia ali,
mas também não podia voltar. Pois, se voltasse, se precipitaria
e não conseguiria mais domar a mais forte de suas vontades.
Então ele entendeu como deveria agir.
Porque uma mulher era o que lhe impulsionava a agir assim
e uma mulher seria, de toda forma, a causa de seu fim.
O Mar em que se refugiou o engoliria a qualquer momento.
Se escondeu pensando que teria na solidão a cura para a falta de sentidos
que um amor proibido lhe causou.
Um amor feito de desejo, do desejo. Esse tal que enlouquece.
O mal, que ele até então não conseguia derrotar,
vai morrer porque o Mar lhe dará pelo menos uma chance, uma vitória.
Ali onde estão o fim de suas dores e desejos, estará também o fim de sua vida.

9.4.09

A música, o amor.


Começa assim...
Eu me sinto solta
então os pedacinhos vão se juntando bem devagar
como se a cola viesse com a voz de um cantor melancólico.
Daí en diante eu vou começando a me levantar
eu consigo ouvir alguma coisa,
consigo ouvir a voz, consigo ouvir o som.
Eu levanto.
Num giro, vejo minha cabeça se erguer
num salto vejo minhas pernas voarem.
Sou agora parte de uma música.
O cantor bate palmas
e eu bato também.
Um pequeno grave melancólico sai novamente de sua voz
e uma lágrima sai dos meus olhos.
Sinto a alma do cantor na música
sinto minha alma voar para perto da dele.
Começo a dançar
a rodar.
A felicidade toma conta de meu corpo
a música me faz encher a alma de uma valsa incontrolável.
Então eu valso.
Valso, e valso, e sinto os sussuros do cantor no meu ouvido a ressonar as últimas palavras da letra.
Arrepio.
Ele diz que vai e eu tenho que ir junto.
Ele estica os dedos e eu pego em sua mão,
vamos agora meu amor, deixa a vida continuar.
Vamos agora andar na beira do mar,
até a vida de nós se cansar.

9.3.09

Janis Joplin - Summertime

De todas as músicas, essa é a que me faz achar os contos perdidos na minha mente...

23.2.09

Mediadora de briga


-Hija vá dizer ao su padre que faça isso agora!

-Si mamá...

-Hija, diga a tu madre que no estoy con um pingo de vontade de hacer o que ela me manda.

-Si papá...

-No me diga! Porque ele no quier hacer o que lhe mando?

-Yo no sei mamá...

-Diga a ele que estoy mui raivosa con ele! Mandes ele deixar de ser preguiçoso!

-Si mamá...

-O que é? No creo no que me dices! Ela está louca? Pois diga àquela louca que eu não sou preguiçoso! E que se quiser faça ela mesma.

-Si papá...

-No me diga! O que aquele porco preguiçoso disse a ti?! Pois então diga a ele que yo no tenho vontade de passar nem de lavar, nem de cozinhar e nem de dormir ao lado dele!!!

-Si mamá...

-Mui bueno! Que ela faça o que quiser! ESTA MUJER LOCA!! YO NO LIGO!!! Agora vá chica! Saia da sala que su padre está a assistir o noticiário...

-Si papá...


-Safado! (jogando o copo de vidro no chão) PREGUIÇOSO! CACHORRO!

-Ahhhhhh!(la madre sai chorando e bate a porta do quarto) Que vida maldita Dios mio!!!!!

-Buenas noches mamá... Buenas noches papá...

18.2.09

Talvez


Se eu pudesse escolher um fim para todas as minhas dores

e um caminho para todos os meus passos,

talvez eu escolheria ir até o fim do arco-íris e encontrar um tesouro.


Talvez eu escolha viver uma vida cheia de alegria,

talvez eu escolha amar imensamente,

talvez eu escolha o que a vida escolher.


Nunca se sabe o que se pode acontecer,

escolhemos coisas nas nossas vidas,

mas isso pode ser apenas uma vontade,

porque a vida faz com que nós estejamos sempre sujeitos a um talvez.


Imagina se todas as pessoas realizassem seus desejos,

todos seriam grandes, todos seriam felizes... Ou não?


Não há conto ou vontade que possa se realizar se a vida não quiser,

e nós somos um pacote de vontades, cheio de alegrias e expectativas.


Temos até caminhos para escolher,

mas nossos desejos são só plantinhas regadas pela vida.


Num dia de sol, ela vem e pode queimar as folhinhas da planta,

num dia de chuva, pode rega-la, e no final só o tempo quem irá nos responder

se a vida quis ou não nos deixar realizar nossos desejos.


E, se não, a própria vida vem nos colocar para dormir de tanto chorarmos.

Ela sempre tem uma canção de ninar para que nós comecemos a dormir e sonhar novos sonhos,

que ela um dia, com pena, irá deixar com que realizemos.

10.2.09

A Colombina e seus carnavais

Todos os carnavais ela se pinta, e vai dançar na rua a folia de ser mais uma no meio de uma multidão louca, sedenta de alegria, dança e música.

Ela se pinta pra esconder que em seu rosto há uma expressão de desagrado e tristeza causada pela dor de cotovelo que a acompanha em todos os carnavais.

Acompanhada da dor, ela sobe no ônibus e vai, com seus tênis All Star falsiê, até o lugar onde estão alguns amigos, amigos de amigos e amigos dos amigos dos amigos. Todos que, até o fim da noite, se tornarão seus amigos.

É sempre assim: Maquiagem, dor de cotovelo, All Star... Todos os anos.

Mas falta citar que também há sempre um cara que ela escolhe, cada carnaval, no meio da festa, não para afastar a sua dor de cotovelo. Não... Esta não precisa de remédio, já foi afastada pela maquiagem.

Ela escolhe um homem, pra chamar de seu, alguém para acompanhá-la num frevo, para fazê-la se sentir a rainha da bateria quando houver um samba ou até para agarrá-la quando um forró deslocado aparecer na mala de uma carro para encrementar a brasilidade do carnaval.

Esse homem não precisa ser ninguém demais, não precisa ser ninguém igual ao Pierrô, basta só ser alguém.

Alguém que a beije até o fim da noite.

E que traga aquela coisa de felicidade banal, aquela felicidade que dure pelo menos até o fim do carnaval.

8.2.09

Confissões a nível de divã 1


-Pode falar, estou ouvindo.

-Nunca sei o que dizer.

-Então comece pelo que sente.

-Meu maior medo é esse... Sempre há falhas ou palavras repetidas, ou pior, não sei agir. Não penso e ajo.

-Esta é uma boa hora de pensar e agir, comece me dizendo como você faria.

-Acabo errando, acho que neste momento estou errada.
-Não, Você não está errada, faça do jeito que você tanto realiza, ande.

-Não sei... Posso estragar algo que amo para sempre. Essa coisa de ser errada sempre fez parte de mim. Essa coisa de ter medo sempre fez parte de mim. Sempre penso em mudar, me obrigo a isso, mas quando chega a hora, eu mesma paro.
-Acha mesmo que mudar é a solução? Seja você mesma.

-Só queria ser boa em algo, poder me orgulhar de mim.

-Deixe seus sentimentos te guiarem, eles vão te dizaer como agir certo, siga seu coração.

-Não sei se devo. Até quando eu estou demonstrando um sentimento, parece ser falso, porque não consigo fazê-lo certo.
-Não é falso, é apenas insegurança.

-É essa é a palavra certa... INSEGURANÇA! Sei que é, sabe por que? Não sei falar, não sei agir, nem sei me impor, nem o jeito certo de me expor.

-Muito bem! Então, o que você me diz?
Ainda não cresci.

1.2.09

Incomum


Olhar meus dentes não é nada comparado a ver seu rosto branco com seus olhos verdes cravados nele.

Seu olhar confuso de quando te vejo de cima, seu olhar decidido quando me encara.

Na minha vida, evitei encarar todos os meus amores para esquecer seus rostos facilmente, e consegui.

Será que seu rosto, seus olhos, seu olhar, vão se atrever a sair da minha vida um dia?

E você irá se atrever a estar comigo para sempre?

Seu jeito diferente de pensar, pensa o que de mim?

Seu jeito diferente de sentir, sente o que por mim?

Porquê você nunca diz que me ama? Talvez porquê nunca, antes de mim, ouviu "eu te amo"...
E agora que ouve, e se quiser ouve toda hora, porquê não responde?

Ou talvez seja porque não sente isso...

Acho que tantas perguntas devem ser como um abuso à sua intimidade tão bem guardada, sua forma de pensar que você oculta.

Não tenha medo de me mostrar quem realmente é. Não vou te deixar por isso, não quero perder você.

Porque não há nada comparado a ver seu rosto branco com seus olhos verdes cravados nele.

Nem olhar meus dentes.

22.1.09

Extraterrestre - pensamentos que voam


Vivo em outro planeta.

Outro mundo, sim.

Há uma imitação das características da sociedade terráquia, mas muito pouco usadas por mim, que sou extraterrestre.

Por exemplo, aqui na Terra, as pessoas têm seus pensamentos e lembranças, todos, dentro de suas cabeças.

Eu já me peguei pensando em cima de uma cadeira, numa pia, em 2 olhos, em um amor, em uma dor...

Mas nunca dentro de minha cabeça.

Tenho que guardar nomes em papéis, porque se colocá-los em minha cabeça, eles voam com o primeiro vento.

Meus pensamentos (que as vezes nem cabem na minha cabeça) se tornam tão maiores que eu, ao ponto de me darem a mão e me colocam nas costas para conhecer meu verdadeiro planeta.

Já fui deste planeta, já consegui me relacionar com as pessoas.

Agora, esqueci onde e quando colocar as palavras da língua terrestre e até mesmo sorrisos e seriedade.

Pelo menos, para não me mostrar tão estranho, me oculto atrás de fones de ouvido ou de um livro, na maoiria das vezes sabendo tudo o que se passa ao meu redor.

Ou então, simplesmente não me escondo, subo nas costas de um dos meus pensamentos e vou brincar de cavalinho no meu mundo

13.1.09

Felicidade que dura pouco

Um dia que passa tão rápido, é injusto por ter ido logo.

No começo agente acha que é sonho, demora a se acostumar e fica com uma alegria enorme e confusa.

As horas vão se passando, e finalmente, agente aceita e, de tão feliz, esquece de não se acostumar(pois é somente por um dia), se sentindo numa espécie de paraíso.

E aí, a Lua Cheia chega, anoitece, e o dia está começando a ir embora, e os momentos vão junto, todos juntos...

Só ficam as lembranças e a dor da rasteira que agente leva para largar as coisas boas.

Eu não sei como agir essas horas.

Às vezes só lembro.

12.1.09

Sozinha

Não sei se fui feita para ficar só, para ser sozinha.

Não sei também se o que eu considero estar só é realmente solidão.

Muitas vezes eu sinto o vazio de quem não tem uma companhia ao lado, mesmo tendo várias pessoas ao meu redor...

Nas vezes em que parece haver uma multiplicação dos pares, todas pessoas sorriem para alguém ao lado, todos conversam e dividem idéias ou apenas simpatia. Eu divido comigo mesma todas as idéias, sorrisos e simpatias.

Divido ao meio uma alegria que fica com a outra metade perdida, em algum lugar onde eu mesma me perco às vezes.

Não sei onde ficam e nem para onde vão todas as outras metades das coisas em minha vida. Elas todas estão soltas por aí.

Pelo menos aprendi que posso ocupar 2 lugares. Consigo estar comigo ao invés de me sentir só.

No meu lado, me sinto uma tagarela falando comigo os segredos que não podem ser divididos com ninguém mais.

Não gosto.

Mas o que parece, é que fui feita para ser minha companheira...

Ou será que estou errada?

Gostaria muito de estar errada de verdade.

2.1.09

Presentes


Tava olhando algumas das coisas que deixaram minha vida no ano passado.

Foram coisas importantíssimas, das quais tenho mais que lembranças dentro de mim, tenho o cheiro, o gosto, o calor. Elas são como um cristalzinho que o Sol deixou cair todos os dias em que nasceu.

Delas eu sinto saudade. Lembro e pareço ainda vivê-las. Mesmo tendo uma distância muito grande entre mim e elas, fecho os olhos e as vejo passando por mim como uma rotina inacabada, uma rotina que ainda vai fazer parte da minha vida por muito tempo.

Isso tudo me é tão confuso que, no fundo, a incerteza fica dentro de mim, eu sei que elas se foram porque é natural que tenham ido, me deixaram. Mas será que eu as deixei?

Não sei. Esta é uma das muitas coisas desconhecidas para mim, não sei responder só vivo.

Aproveitando, por falar das coisas que me deixaram, não só perdi. Ganhei muitas coisas também.

Peguei tudo o que ganhei e coloquei em cima da minha cama, espalhei todas para sorrir e agradecer pelos presentes. A maioria ganho todos os dias desde o começo da minha vida, outras são presentes de 2008 mesmo.

Adoro todos eles.

Mas o presente que mais me conquistou é um par de olhos verdes.

Esses eu ganhei em frente ao Mar, trazidos pela Maresia num beijo do Vento. Desde a primeira vez que vi, soube que eram presente de Deus.

Eles são bem verdes mesmo!

De dia consigo reparar nas pupilas, que de tão grandes, são quase do tamanho da íris. Na escuridão, à noite, os olhos verdes ficam incolores, transparentes que, se olhados diretamente assustam.

Mas olhando do jeito que eles me olham, eu só sinto flutuar.

Os meus olhos verdes me olham esquadrinhando meu rosto, e às vezes, me examinando com a ponta dos dedos.

É dificil não perder a concentração olhando para eles. Eu me perco da minha alma se me deixo hipnotizar por eles.

Eu os amo.

Amo tanto que sonho com eles, mesmo os tento ao meu lado à noite.

Quero tê-los para sempre comigo.

Quero tê-lo para sempre em minha vida.

Se tornaram preciosos para mim. E sei que neste ano novo os verei muito, será o começo de um par de olhos verdes em minha vida de olhos castanhos.

23.12.08

O feliz natal...

Feliz Natal...



O que se deseja quando se diz "feliz natal" à alguem?

Coisas boas?

Bem, isso parece ser óbvio...

Mas em vez de dizer só "feliz natal", poderíamos dizer "eu te amo" ou "seja muito feliz", essas coisas...

Pra mim, quando falamos "feliz natal" estamos imitando os Papais Noéis de shopping:

- HO! HO! HO! Feliz Nataaaal....!

E o natal é só um diazinho de nada.

24/25 de dezembro e pronto, o natal passou.

Mas e aí? Os desejos de felicidade foram com ele? A felicidade passa com o natal?

O feliz natal deveria vir com anexos do tipo:

Feliz natal e seja muito feliz pra sempre!

Ou,

Feliz natal e feliz vida...

etc, etc, etc...

4.11.08

Maratona que eu não faço



Levantei sentindo um peso extra da gravidade, que de grave não tem nada.

Aguda como a nota mais alta do violino ela se pôs na minha frente e a cada dois passos que eu dava pra frente ela me empurrava fazendo com que eu retrocedesse um.

O sono também me acompanhava.

Ele pequenino, um menino gorducho que diminui depois de uma "quase" noite de sono, mas não emagreceu, só ficou com suas gordurinhas mais acentuadas fazendo bolsinhas nos cantos dos meus olhos.

Pulava sentado em meus ombros, enquanto a preguiça me fazia voltar passos na caminhada até o chuveiro salvador.

Com essas condições, em minha lenta maratona dos cinco metros profundamente sonolentos, eu não aguentei e sentei no vaso sanitário.

Esse servia bem como cock-pit, para alguém que se sentia com o peso de um gigante.

Olhei para o chuveiro, vi o sol que o iluminava pela janela e entendi que ali havia uma luz salvadora.

Sentia o sono me provocar ainda mais pulando em pé nos meus ombros e a preguiça se pendurava nas minhas pálpebras todas as vezes que eu esfregava os olhos.

Olhei novamente pro chuveiro e sem nenhuma coragem a vista e me levantei com aqueles dois ainda em cima de mim.

Não fiz nenhum esforço, só me entreguei as gotas do chuveiro.

Logo me refiz, e como a preguiça é de papel e o sono tem medo de tomar banho me livrei dos dois.

Agora estou acordada, e continuo dizendo que o só o chuveiro salva agente da preguiça e do sono.
Acho que vou fazer uma campanha pela canonização dele.

1.11.08

Não perdendo mais tempo

Hil. Um dia nascendo nos braços de um novo amor.


Certamente eu não esperava isso.

Mas como se diz, essas coisas acontecem quando menos se espera.

Anteontem eu acordei com um fantasma antigo, havia sonhado com O ex, e isso me fez perder um dia lembrando de momentos que eu não voltarão mais. Me fez querê-los de volta com todas as forças.

Lembrar de algo bom que passou, que morreu, nos faz esquecer do futuro.

E por uns dois dias eu fiquei perdida no passado, e travei uma batalha comigo mesma, lembrando dos meus acertos e erros e me perguntando por quê.

Isso nos faz perder muito tempo...

Me fez perder tempo.

Mas ontem, eu aprendi que a dor de amor - ou pelo menos acho- morre quando menos se espera.
Quando aparece um novo amor.

Hoje eu sonho, penso, e sinto um novo amor. Ou pelo menos, uma nova paixão.

E isso é bom.

É tão bom que meu coração sente mais um alívio, sente também que está mais forte.

Já venceu aquilo tudo, e sabe que não vai mais sofrer se não der certo.

Com o a tristeza se aprende muito, mas está na hora de ser feliz.

13.10.08

Essa tal de platonia...

Odeio ter amores platônicos.

As vezes eu odeio o simples fato de gostar de alguém. Ainda mais quando o destino faz o favor de me colocar perto dessa pessoa numa situação em que o sentimento é sentido como o cheiro de uma rosa.

No começo o perfume é forte, envolve de uma maneira carcerária os corações que já estão amolecidos e os faz pensar que estão realmente fazendo parte de um grande romance.

A embriaguez é plena, faz de um momento banal a perfeição resumida em algumas horas ou minutos, que vai deixar esse apaixonado com cheiro impregnado em sua alma por dias, ou até mesmo semanas.

E não esqueçam caros amigos, esse perfume vem de alguém que é apenas uma ilusão, alguém que não dá chance nenhuma de sonhar com o futuro a dois.

Não se sabe de onde vem, e do mesmo modo para onde vai.

Quando pisamos no chão depois de sermos carregados muito tempo pela força desse tal de amor, nos damos conta de que não há amor e de que não há chão.

Muitos desabam e se derretem em lágrimas que correm pelo mar de tristezas que acabou de se formar. Outros (como eu) já estão acostumados e quanto mais quedas levam, mais fortes se tornam, menos sofrem e dão conselhos aos outros.

Antes eu sofria demais, agora eu apenas me conformo. Lutar nessas situações só se for para se manter em pé, para se manter dura e não derreter.

9.10.08

Coisas perdidas na manhã da sonhadora



Hoje...

As vezes eu acordo e não penso em nada...

Na minha cabeça vazia, os pensamentos não tem um caminho certo e eu só sigo meu caminho até o chuveiro para despertar depois do toque da água gelada.

Os pensamentos soltos não me deixam organizar muita coisa na minha cabeça, e o começo de um dia é sempre o horário mais desorientado, não saberia onde ir se o chuveiro não fosse o caminho mecânico de todas as manhãs.

Ouço vozes e músicas, desperto tentando expulsar as pessoas que estão no meu juízo "sai fulano! sai cicrano!", minha vida só no começo e já tem quem me aperreie...

O dia, um dia... No despertar da manhã sempre eu me vejo nascendo de novo, por isso minha desorientação. (acho...)

E no final, o hoje vai ser sempre o mesmo dia, com algumas coisas diferentes para que na manhã do proximo dia, minha cabeça esteja cheia de vozes, músicas e lembranças emaranhadas.

24.9.08

Caindo no espaço

O ônibus já estava descendo a ladeira que dava acesso ao centro da cidade, o destino principal dos seus passageiros, quando o motorista começou a sentir dificuldade em fazer o veículo subir a ladeira.

Ele pensou que tivesse passado a marcha errada ou qualquer coisa sem importância, porém não havia percebido o alvoroço entre os passageiros causado por alguma coisa que se passava do lado de fora.

Olhou pela janela lateral e finalmente se deu conta do que estava acontecendo. Todos os carros e pessoas que estavam na rua começaram a flutuar e ele também, no mesmo instante em que percebeu, começou a se sentir mais leve e ver seus pés longe do chão.

No início, ele e os passageiros do ônibus e todas as coisas do lado de fora só flutuavam lentamente. Alguns assustados, outros sorrindo, todos com os olhos arregalados se olhavam e se perguntavam o que estaria acontecendo.

E o motorista sorria ao se sentir mais leve, lembrou do sonho de voar na infância, a felicidade e a liberdade de sua juventude, o amor à sua mulher... Assim todas as coisas boas da sua vida, passavam por ele, como se aquilo tudo fosse algum delírio.

Num pequeno instante ele acordou, e viu tudo sendo puxado para cima. O ônibus subia para o infinito, mas era como se estivesse caindo, desarmado e pesado. O motorista via o céu azul do dia se transformar em escuridão e o planeta azul se afastava cada vez mais mergulhado no espaço. E então tudo se apagou.

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Ela andava apressada. Naquele calor do meio dia, após uma manhã inteira de aula, suava agarrada aos cadernos e o peso da mochila levava metade das forças daquela jovem magrela, bem que poderia diminuir.

Pensou em se livrar daquilo tudo, chegar logo em casa e tomar um banho, ai se não demorasse tanto...

Quando passou por dentro do túnel sentiu o alívio da sombra e da ventilação que havia ali. Mas logo percebeu que algo estranho acontecia, ela sentia alívio no peso da mochila também e em seu peso. Na verdade ela começou a se ver longe do chão. Estaria delirando pelo calor?

Ao seu redor viu que haviam outras pessoas flutuando, e que os carros também flutuavam, se deu conta então de que estava acontecendo não era loucura ou ilusão, era fato.

Era sério, real. E daí?

Ver tudo voando e voar também a divertia, ela ria daquilo tudo. Mas não sabia o que estava realmente acontecendo e isso a preocupava.

De repente, uma força a puxou e a fez cair. Mas não no chão, foi no teto do túnel que ela se viu deitada após alguns minutos de perda de consciência.

Levantou-se, e ainda tonta, foi procurar as outras pessoas que estavam todas desacordadas, viu os carros com suas rodas para cima e seus passageiros presos nas latarias amassadas.

Foi tentar acordar todos, que para ela estavam desmaiados, mas depois de muita insistência, começou a sentir medo, e viu que estavam todos mortos. Após se dar conta disso, ela se desesperou e correu para bem longe, pois o túnel era enorme, mas para onde ela ia tinha alguém que não acordava ao seu chamado e nem respirava se ela tentasse reanimar.

Duas crianças, jaziam mortas o lado de um carro cheio de pessoas que tentavam sair e ficaram presas metade do lado de fora e metade do lado de dentro.

Ao chegar do outro lado do túnel, sentou para ver aquela cena bizarra. O céu era o precipício lá embaixo, o asfalto era o teto e mais à frente ela podia ver os prédios presos no asfalto como se quisessem cair para o céu.

Incrível e ao mesmo tempo horrível. Ninguém vivo ao lado dela, pra ver aquilo tudo e chegar a alguma conclusão sobre o que aconteceu.

Deduziu que todos foram jogados no infinito, mas não conseguia entender porque só ela ficou viva.

Começou a anoitecer, e ela passou dois dias sentada naquele lugar sem que nada mudasse, às vezes chorava e pensava na sua família, não comia nem bebia nada, só observava.

Mas houve um momento em que não suportava mais a dúvida de saber o que aconteceu, e se jogou no precipício azul do céu em pleno meio-dia.

Mergulhou como se fosse cair numa piscina, e caiu em um lugar tão azul quanto, a voar de braços abertos numa subida sem volta. O Espaço se revelava, as estrelas brilhavam ainda mais, seu corpo estava em órbita como um satélite. Aquilo tudo era extraordinário. No entanto, não sabia onde iria parar.

E já estava fraca demais para continuar vendo aquela cena, queria parar, queria parar! Não parava.

Seus olhos não conseguiam mais continuar abertos, e os fechou... Apesar de não fazer esforço seu corpo começou a perder a força... E se deu conta de que iria cair sem nunca mais parar.

Abriu os olhos e se viu no chão do quarto, tinha caído da cama. Assustada, levantou-se aliviada. Deitou na cama e não deu muita bola para o sonho que teve, então dormiu.


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O motorista não conseguiu acordar depois de ter capotado com o ônibus naquela ladeira. Desmaiou, perdendo muito sangue e morreu enquanto sonhava flutuar no espaço e lembrava de todas as coisas que amava em sua vida.


23.9.08

Ninguém

Não há razões, não há motivos.

Dentro das estrelas só há o brilho.
E o fogo que faz queimar sem vontade ou ordem,
nos faz amar sem querer,

nos faz queimar sem saber
que não somos nada na imensidão.
Somos da poeira do espaço
apenas um grão.



16.7.08

Nada

Não quero nada!

Não tenho interesse em muita coisa...

Agora olho ao meu redor e

vejo tudo o que antes seria valioso pra mim.

Disso tudo, hoje quero nada.

Percebi o quanto são vazios

os sentimentos de quem apenas QUER.

Deve-se também não querer.

Agora não quero nada.

Ou quero?

Sim, quero.

Quero o mais simples e difícil sentimento,

aquele que une e faz dois um só.

Mas, o que quero não posso ter,

ou melhor,

quem eu quero não posso ter.

Isso me deixa fraca e me faz não querer nada.

É tão forte essa minha vontade,

que por ela eu poderia perder o que tenho a ganhar,

não ter o que tenho,

deixar de querer o que mais quero.

Seria como um flash tão rápido e poderoso e rápido que

nada que me atinge teria efeito.

Nada ao meu redor me faz efeito.

E eu...

Sei que só morreria por uma coisa:

A falta das palavras quando o amor que eu desejo me faltasse.

8.7.08

Mais uma desse amor

Queria poder me desligar de tudo o que houve
esquecer o que não pode mais acontecer.
Andar olhando para frente e deixar o passado,
deixando também o um certo Mário pelo caminho.
Não é fácil passar direto quando o coração está pesado,
pedir pra conseguir correr das lembranças é o que eu mais faço
e só sentir elas voltando é o que eu consigo.

Um dia a paz voltará ao meu coração.
E esse dia que não demore a chegar!
Porque nem que eu tenha que fugir para o Canadá,
vou me ver livre dessa falta de paz.
E quem sabe um dia encontre um novo amor,
ou encontre na solidão algo que venha a suprir essa paixão.

E eu digo a quem acha que o ama mais que eu,
não há um amor maior que o outro,
nem poeta ou poesia que consiga descrever um amor com suas palavras.
Só há o amor.
Só há esse sentimento que agente sente
mesmo depois de passado um tempo da despedida,
mesmo depois de ver as imagens que não gostaria de ver...

Como diz a música:
"Pergunte pro seu orixá, amor só é bom se doer"

3.7.08

Against

My heart is down

My resistance is low

I saw something that I wanted to burn.

And the people always think that I'm a child.

My childhood is goin'

and I feel like an old woman.

In my blood I have hate for the first time.

I can’t say that I’m cool,

I can’t feel the happiness.

I Just want to know when these things will pass,

when my heart will beat quite in this cold weather,

in this rain that falls against the peace.

16.6.08

Até quando?



Não será muito fácil esquecer o que houve e perder de vista tudo aquilo de bom que aconteceu.
Pra ele serei apenas mais uma que passou na vida,
pra mim ele será mais um que passou na vida e me deixou do mesmo jeito que os outros.
E mais uma vez, como único, ele vai e me deixa com todas aquelas lembranças, as quais eu amaldiçôo, são poesia que não chegou a ser escrita e delas nem foto possuo.
Ele sabe muito bem que vai se arrepender, mas quando isso acontecer, meu coração já estará curado, e o arrependimento dele só vai servir para que ele mesmo aprenda que não se deve deixar um amor por um desejo acentuado pela distância medíocre.
Por ele, não mais esperarei, e não haverão desculpas ou forma de nos juntar novamente.
Aprendi. Mas ainda carrego comigo esse amor, infelizmente, ainda choro por ele quando o sol se põe, porque o frio da noite era a desculpa mais doce que tínhamos para nos abraçar...
Em nada posso intervir, não posso obrigá-lo a achar que gosta de mim, como ele acha que gosta de outra pessoa. Porque um dia ele vai ter certeza disso.
Bem, e o vício que ele dizia possuir (que ao contrário dos maus vícios o fazia bem), não terá manifestação nenhuma, porque ele perdeu a droga que o entorpecia, seus momentos de torpor serão apenas coisa do passado e suas tentativas de encontrar uma nova droga serão falhas.
Ele disse que preferia outro amor, mesmo quebrando a cara, e com essas palavras me tirou da sua vida.
Quero ver quanto tempo ele vai aguentar quebrar a cara.

5.6.08

... levanto as mãos e rezo.

Afinal descobri que tenho sentimentos como os de uma pessoa normal, que ouve músicas românticas e se sente triste...

Entre uma ferida profunda e outra, as marcas vão ficando, e a dor que eu pensava aguentar levar com o tempo, fica cada vez mais pesada.

E eu levanto as mãos e rezo...

Sempre pedindo,
"por favor me ajude". Acho que Deus deve estar cansado de ouvir minhas lamúrias apaixonadas.

E não consigo ter raiva, não consigo querer deixar, só consigo amar e me magoar com esse amor.

Porque?...
Essa pergunta vem na minha cabeça.
E esse amor é como uma música repetida no meu coração.
Não há quem a faça parar.

E eu só levanto minhas mãos e rezo...
Eu sei que essa é minha única esperança.

27.5.08

Erro por amor...


Entreguei e joguei tudo.
Não consigo me conter se sei que posso ser feliz.
Quando estou certa de que NÃO é a unica palavra a ser dita
vem o desejo e o amor e me deixa até sem a certeza de quem realmente sou.
E aí eu ajo, e depois fujo...
Fujo do mundo, fujo de quem pode me condenar e de quem pode me fazer feliz.
Fujo da Vida.
Vivo assim com uma angústia infinita,
querendo apenas ser felliz,
então vivo assim querendo não viver mais.
Não quero o que esse mundo me aconselha,
quero o que meu coração acha feliz.
Quero meu amor - minha vida -
não a falsa conformidade.

Quero a vida feliz.

13.5.08

Pessoas para amar



Com certeza as pessoas mudam e não se pode esperar muito delas...

Me faço esquecer algumas coisas, mas outras são indiscutíveis, elas trazem em si marcas fortes, boas ou ruins.

E a força de certas coisas não é desafiável, não se pode lutar contra.

O que falar então se essas pessoas nos marcam com amor? Que elas nos fazem amar(ou sofrer por amor), nos fazem sentir a mais forte das marcas, que fará com que elas fiquem a vida toda guardadas dentro de nós. Sabe-se que elas virão com muitas lembranças, muitos momentos mágicos, carregados de uma vontade de bis.

Quanto a mim, tenho em minha vida poucas pessoas assim.

E dessas poucas, não há nenhuma pela qual não sinta amor, pela qual não tenha uma grande vontade de ter sempre ao meu lado.

Em 20 anos tenho cinco pessoas, para ser mais exata. Uma delas me deixa no dilema, me faz amar muito, mas me faz triste com a mesma intensidade. Não gosto de me sentir assim... Mas como eu já disse, há coisas mais fortes, mais intensas. Cabe a nós entendê-las e resolver ou deixar nas mãos dos tempo, se deixar levar até que um dia as coisas se resolvam(ou não).

2.5.08

Fight



Sinto um cansaço... uma dor no peito...

Não é a velhice, não é pertinente que seja.

Sou apenas uma criança querendo viver e meu corpo não me abandonaria nesse momento em que luto pelo que mais me importa.

E não falo só pela dor no peito, falo das feridas que eu consigo nas batalhas, essas feridas são profundas, e às vezes se tornam mortais, mas como eu disse, meu corpo não me abandonaria numa hora dessas...

E, do nada minha forças se renovam, fazendo com que as dores fiquem anestesiadas e minha vontade de lutar aumente com a dor que senti.

Mas, às vezes, sinto vontade de desistir, sinto vontade de me abandonar na escuridão do sofrimento...

Então eu penso:
"Ora, de que vale se abandonar em tristezas, se há uma batalha para viver?!"

Eu amo.
Amo de verdade, e não quero julgamentos e condenações, quero apenas a paz do abraço do meu amor e o calor feliz da certeza de que eu também sou seu amor, nem que para isso tenha que aguentar firme os golpes que recebo na batalha.

Não quero vencedores e perdedores, quero que todos saiam em paz, e falo sério, não estou dizendo isso por hipocrisia nem para parecer uma boa samaritana, quero o amor pois é para isso que eu luto.

Eu amo.

13.4.08

Vomitando o sentimento

O que mais me deixa intrigada é a forma como você me faz sentir amada sem ao menos me amar...


Como eu posso aprender a me defender do mundo se você me engana dessa forma?


Nunca deixarei esse amor insistente?


Não sei coisa alguma, só sei que você consegue o que quer e sabe como.


E eu joguei a toalha.


Essa relação que nem é uma relação, é como você mesmo disse, um momento de transe, vai e volta na minha mente sem ao menos me perguntar se pode tomar conta dos meus pensamentos.


Se isso não me deixasse triste...


Aí você me pergunta “o quê que e fiz?” me olhando como se essa pergunta fosse algum mantra que me hipnotizasse, e me faz hipnotizar com seu olhar mascarado de pureza, mas cheio de terceiras e quartas intenções.


Como se a selvageria que você comete me traindo fosse toda amansada com seu beijo, como se a fumaça que sai do meu peito em chamas fosse abafada pelos seus abraços e como se minhas lágrimas secassem quando você respira quando seu rosto está colado ao meu.


Você me ensinou tanto escrevendo com as estrelas do céu sobre amor, e me fez sentir como se cada uma delas tocasse meu rosto quando você me acaricia.


Eu fico afogada na incerteza das lembranças que tenho, procurando em cada palavra, em cada olhar e gesto seu uma prova de amor.


Não sei se procuro da forma certa.


E o que mais me atormenta é pensar se um dia vou conseguir me livrar desse amor, ou se devo continuar lutando para te ter ao meu lado.


Isso é realmente mal, mas é bem e é amor, como a pureza de um diamante só é conseguida depois de muito lapidado.


E quando encosto a droga da minha cabeça no travesseiro, meu primeiro suspiro de cansaço tem um som parecido com o do seu nome. E as duas sílabas que formam seu nome são as primeiras que pronuncio quando acordo. Tudo isso involuntariamente.


Será que você vai querer me ter o seu lado pra sempre?

Ou será a incerteza de você me querer ou não amanhã...


Me conservar só sua não é difícil, mas tem horas que tenho vontade de me sentir amada de verdade, com a Rainha do baralho que às vezes troca o Rei pelo Valete.


Você entende?

2.4.08

Universitária... (de seg à sex. das 18:30 às 22:00)

Eu sou estudante, curso o 7° período de Publicidade e Propaganda.
Na sala de aula, eu sempre me pego pensando, desligada, totalmente fora do assunto que o professor debate com meus colegas.
Às vezes só penso desligada, às vezes eu me perco na ponta de uma caneta...

Eis o resultado de meus devaneios universitários, um texto escrito enquanto eu estava em aula:

Eu aqui nessa aula tentando aprender.
Tentando, tentando, tentando...
O professor agora diz que sua matéria não é nenhum bicho de outro mundo.
E são muitas teorias, idéias, cientifismos; muito blá blá blá que se torna apenas o som de fundo dos meus pensamentos perdidos.
Eu gosto muito do professor, ele fala muito bem, é um homenzinho simpático, daqueles que faz gosto conversar, de ouvir falar.
Mas, se fosse por essa aula, sinceramente, eu o odeiaria.
Entretanto, como ele está falando agora, seria pré-conceito, pobre demais para quem está estudando tantas teorias e metáforas.
Meus colegas do lado nem se esforçam, nem tentam. Brincam com seus Iphones(brinquedinhos maravilhosos!), com o qual eu brincaria também, mas olho para frente e vejo meu futuro de bolsista com outra visão.
...
E agora eles foram chamados atenção, "conversas paralelas" - disse o professor. E eu tenho pena do homem pequenino que, com ar de cansado, se esforça para atrair nossa atenção ao conteúdo da aula...
...
- "Gente, mais claro que isso eu não consigo traduzir." - disse ele novamente.
E eu acho que já traduzi.
Vou voltar à aula, darei toda a atenção que o professor tanto luta para ter.
E quem sabe se, eu fazendo isso os outros não fazem também...

1.4.08

Hoje, primeiro de abril, só mais algumas verdades...

Hoje eu me sinto mais EU do que nunca.

A menina que se veste como menino e que ama demais quem não merece ser amado.

Tive um final de semana maravilhoso, com direito a "eu te amo" e tudo...
E o melhor, é quando o fim de semana é com quem se ama.
Churrasco e muito papo com outros dois casais amigos, fuga desesperada pra ficarmos sozinhos em meio a uma chuva daquelas com direito a sujar os pés na lama, e depois curtir abraços e beijinhos enquanto tá um friozin' lá fora, ouvir a frase mágica(eu te amo) depois de ter chamado ele de chato...
Olha que isso tudo foi só no sábado!

"Ontem foi a primeira vez que eu te vi vestida de menina..."

Chegar atrasada no local de encontro e perder a missa das 17:00, decidir então ir à missa das 19:30 na capela de um colégio, ir ao Extra (só pra num ficar tãããão à toa assim), chegar à capelinha 5 min. antes de começar a celebração, encontrar amigos em comum que nem sabíamos ter (nooossa como o mundo é pequeno!), comer X-calabresa com suco de graviola (apostando que não ia caber tudo na minha barriga), comer chocolate e, no caminho de casa, ver qual a casa mais bonita e qual a mais feia, e dar beijinhos de chocolate na parada do ônibus até ele chegar.

Ações que construíram meu fim de semana perfeito.

E o "eu te amo" ainda ficou na minha mente... Será que é verdade?

PS: As vezes acho que sou a pessoa mais feliz do mundo, mas sonhadores acabam acordando...
E só posso dizer eu também te amo, mesmo achando que às vezes pareça que tudo não passa de uma brincadeira...